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Carissa Moore: De Waikiki a Mudar a História do Surfe Feminino

Carissa Moore surfando em Haleiwa – Ryan Miller / Red Bull Content Pool
Carissa Moore surfando em Haleiwa – Ryan Miller / Red Bull Content Pool

Antes de se tornar pentacampeã mundial e medalhista olímpica, ela já se destacava desde jovem, tendo conquistado 11 títulos amadores.


Moore, de 7 anos, surfando — imagem extraída de uma reportagem — Ron Mizutani / KHON2 Hawaii Sports
Moore, de 7 anos, surfando — imagem extraída de uma reportagem — Ron Mizutani / KHON2 Hawaii Sports

Nascida em 27 de agosto de 1992, em Honolulu, Havaí, a surfista cresceu em um ambiente que moldaria sua vida desde muito cedo. Cercada pela cultura do surfe, foi seu pai, Chris Moore, quem a levou para surfar pela primeira vez quando ela tinha apenas cinco anos, em Waikiki.


Carissa na North Shore de Oahu, 2009 – Mike Latronic / Red Bull Content Pool
Carissa na North Shore de Oahu, 2009 – Mike Latronic / Red Bull Content Pool

Durante a infância, Moore dividia seu tempo entre a escola e o mar; enquanto estudava na Punahou School, em Honolulu, ela aproveitava o tempo livre para aprimorar suas habilidades na água e começar a interpretar as ondas.


O Início de uma Carreira Promissora


Aos 12 anos, ela decidiu fazer do surfe sua paixão, acumulando um total de 11 títulos amadores da National School Surfing Association (NSSA) durante a adolescência. Nesse processo, ela enfrentou surfistas mais velhos, tanto homens quanto mulheres, forjando o espírito competitivo que definiria sua carreira.


Pentacampeão, antes de surfar na primeira final do Rip Curl WSL — Ed Sloane / WSL
Pentacampeão, antes de surfar na primeira final do Rip Curl WSL — Ed Sloane / WSL

Na água, ela sempre se destacou por seu estilo fluido e poderoso, algo incomum para sua idade, e que em 2008, com apenas 16 anos, daria frutos e a marcaria na história ao vencer o Reef Hawaiian Pro, tornando-se a campeã mais jovem em um evento da prestigiosa Tríplice Coroa Havaiana.


Moore in Haleiwa, Hawaii - Ryan Miller / Red Bull Content Pool
Moore in Haleiwa, Hawaii - Ryan Miller / Red Bull Content Pool

Essa competição marcaria o início de sua ascensão à elite do surfe mundial, e dois anos depois ela faria sua estreia profissional. Sua primeira temporada no Circuito Mundial, em 2010, foi impressionante: venceu duas etapas, terminou em terceiro lugar no ranking mundial e foi nomeada Revelação do Ano.


Carissa surfando no Taiti – Ryan Miller / Red Bull Content Pool
Carissa surfando no Taiti – Ryan Miller / Red Bull Content Pool

No entanto, para Carissa, isso foi apenas um aquecimento; um ano depois, aos 18 anos, ela se tornou a campeã mundial mais jovem da história, superando figuras consagradas do surfe feminino.


Carissa surfando na Costa Rica em 2015 — Jason Kenworthy / Red Bull Content Pool
Carissa surfando na Costa Rica em 2015 — Jason Kenworthy / Red Bull Content Pool

Desde então, ela acumulou um total de cinco títulos mundiais ao longo de sua carreira e, em 2021, alcançou um novo marco ao ganhar a medalha de ouro na estreia do surfe nas Olimpíadas de Tóquio 2020.


Moore posa no set para a Equipe dos EUA durante uma sessão de fotos em Los Angeles, Califórnia — Equipe dos EUA
Moore posa no set para a Equipe dos EUA durante uma sessão de fotos em Los Angeles, Califórnia — Equipe dos EUA

Graças ao seu estilo, caracterizado por uma mistura de força e técnica, ela demonstrou sua habilidade em picos de surfe exigentes e icônicos ao redor do mundo, como Teahupo'o, Jeffreys Bay e Hossegor, onde combina tubos profundos, manobras críticas e uma leitura precisa das ondas.


Carissa Moore vista em Teahupo'o, Polinésia Francesa – Domenic Mosqueira / Red Bull Content Pool
Carissa Moore vista em Teahupo'o, Polinésia Francesa – Domenic Mosqueira / Red Bull Content Pool

Parte de sua carreira também foi retratada no documentário RISS, dirigido por Peter Hamblin, que acompanha a surfista durante a temporada de 2019 e revela o lado mais pessoal da campeã, incluindo os desafios mentais e emocionais que ela enfrentou em sua trajetória até o topo.


Ela redefiniu o surfe feminino


Por mais de uma década no nível de elite, Moore elevou o padrão do surfe feminino, demonstrando que ele poderia ser tão progressivo e exigente quanto o masculino. Ela contribuiu para maior visibilidade e reconhecimento das mulheres no esporte.


Carissa conversa com participantes no evento Queens of Queen’s Break, apresentado por sua fundação em Waikiki, Havaí — Heather Hart / Red Bull Content Pool
Carissa conversa com participantes no evento Queens of Queen’s Break, apresentado por sua fundação em Waikiki, Havaí — Heather Hart / Red Bull Content Pool

Seu impacto, no entanto, se estendeu além da competição; em 2018, ela criou a Moore Aloha Foundation, uma organização focada em empoderar meninas e jovens mulheres por meio do surfe, mentoria e comunidade, solidificando assim um legado que transcende as conquistas atléticas.


Sua história não se resume apenas ao surfe


Além da competição, em 2017, ela se casou com o amor de sua vida, Luke Untermann, a quem conheceu durante seus anos de escola. O casal construiu uma vida juntos marcada pela tranquilidade do oceano, dividindo seus dias entre o surfe, a natureza e seus cachorros.


Carissa Moore com sua família comemorando em uma competição — Tony Heff / WSL
Carissa Moore com sua família comemorando em uma competição — Tony Heff / WSL

Seguindo esse mesmo caminho, Moore decidiu fazer uma pausa em 2024 para se concentrar em sua vida pessoal. Pouco depois, ela e o marido deram as boas-vindas à primeira filha, iniciando um novo capítulo longe do circuito competitivo. No entanto, fiel ao seu espírito competitivo, ela retornou às águas em 2026, viajando com a filha para diversas competições.


Depois de surfar, após um hiato de dois anos das competições, período durante o qual se tornou mãe — Ed Sloane / WSL
Depois de surfar, após um hiato de dois anos das competições, período durante o qual se tornou mãe — Ed Sloane / WSL

Hoje, Carissa Moore continua morando no Havaí, onde tudo começou. Da praia de Waikiki aos palcos mais exigentes do mundo, a pentacampeã da WSL não só conquistou títulos, como também demonstrou que talento, disciplina e paixão podem mudar a história do surfe feminino.


Moore surfando em Pipeline — Trevor Moran / Red Bull Content Pool
Moore surfando em Pipeline — Trevor Moran / Red Bull Content Pool

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